Luiza Perote é a Modelo do Ano: 34 passarelas depois, o Brasil resolveu aplaudir!

Eleita no FFW Brasil Fashion Awards 2025, a amazonense de Humaitá consolida uma fase de destaque global após cruzar Nova York, Londres, Milão e Paris como uma das modelos mais requisitadas da temporada internacional… Ui ui ui

Por Fábio LageHouse of Models

Honey, antes de Luiza Perote ser eleita Modelo do Ano no FFW Brasil Fashion Awards 2025, ela já tinha recebido um prêmio bem menos fotogênico, mas muito mais difícil de conquistar: a repetição.

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Sim, mon amour, repetição. Aquela palavrinha pouco glamourosa que, na moda, vale mais do que muito discurso perfumado de release. Porque uma modelo pode aparecer uma vez. Pode ser aposta. Pode ser novidade. Pode ser “o nome da temporada” por cinco minutos, três stories e uma legenda emocionada. Mas quando ela cruza 34 passarelas internacionais em uma única temporada, passando por Nova York, Londres, Milão e Paris, aí o assunto muda de prateleira.

E foi nesse contexto que a amazonense Luiza Perote, natural de Humaitá, agenciada pela badalada Evol MGMT, recebeu o título de Modelo do Ano na estreia do FFW Brasil Fashion Awards. A premiação nasce já com a ambição de reconhecer profissionais, marcas e criadores que vêm movimentando a moda brasileira para além da superfície bonita da imagem. E, nesse caso, acertou na mosca. Ou melhor: acertou na passarela. Ui ui ui, o babado é certo.

Porque convenhamos, bebê… Luiza chega ao prêmio como uma modelo em plena consolidação internacional. Aos 20 anos, ela atravessa uma fase daquelas que separam a menina talentosa da profissional requisitada. Existe uma diferença enorme entre ser descoberta e ser chamada de novo. Entre abrir uma porta e fazer o mercado manter essa porta escancarada. A bela Luiza parece estar exatamente nesse segundo momento.

Nos últimos meses, seu nome apareceu com força em algumas das semanas de moda mais disputadas do planeta. Foram 34 desfiles em uma temporada internacional, resultado que a colocou como a segunda modelo que mais desfilou no circuito, atrás apenas da chinesa Hejia Li, que liderou o ranking com 35 apresentações. Um desfile de diferença, honey Lee. Um. Quase dá para ouvir a indústria fazendo contagem regressiva com taça de champanhe na mão e cara de “segura essa brasileira”.

E não estamos falando de qualquer sequência de passarela, viu? Luiza desfilou para casas e marcas badaladíssimas como Marc Jacobs, Ralph Lauren, Carolina Herrera, Michael Kors, Fendi, Missoni, Etro, Max Mara, Dolce & Gabbana, Givenchy, Isabel Marant, Victoria Beckham, Jean Paul Gaultier, Chanel, entre outras. Nomes que não entram no currículo por simpatia, oração ou algoritmo bonzinho, tá? Entram porque existe encaixe entre corpo, imagem, timing, disciplina, presença e aquilo que a moda adora fingir que não tem, mas tem demais: estratégia, baby.

O ponto mais interessante aqui é justamente esse. Luiza Perote não representa apenas mais uma brasileira brilhando lá fora, embora isso já fosse motivo suficiente para abrir espaço, soltar confete e chamar o povo para a janela. Ela representa uma virada mais específica: a de uma nova geração de modelos brasileiras que já nasce dentro de uma indústria mais acelerada, mais globalizada, mais visualmente saturada e, por isso mesmo, muito mais cruel com qualquer rosto que não sustente repetição.

A moda internacional está cheia de aparições-relâmpago. Hoje, um rosto viraliza. Amanhã, outro ocupa o mesmo lugar. Depois de amanhã, ninguém lembra quem era a garota do moodboard. Deus me livre, mas quem me dera! Nesse cenário, permanecer é quase um ato de resistência profissional. E Luiza, até aqui, tem feito exatamente isso: permanecido, circulado, repetido, atravessado capitais e acumulado marcas que ajudam a construir uma narrativa sólida babadeira.

Sua trajetória começou cedo. Ainda adolescente, ela iniciou o caminho na moda e, aos 17 anos, se mudou para São Paulo para se dedicar integralmente à carreira. Existe uma romantização enorme em torno da descoberta de modelos, como se tudo acontecesse num passe de mágica entre uma foto bonita e uma mala pronta… Não acontece assim, mon petit. O glamour costuma chegar depois do deslocamento, da adaptação, da solidão, da espera, do teste, do “não” ouvido centenas de vezes, do “talvez” e daquela agenda que ninguém posta porque não cabe no carrossel.

Luiza saiu de Humaitá, no Amazonas, e entrou em uma engrenagem que historicamente concentrou oportunidades, olhares e decisões muito longe da região Norte do Brasil. E aqui vale um cuidado: sua origem não precisa ser transformada em exotismo de vitrine. Luiza não é “a menina amazônica” como etiqueta decorativa para agradar a imaginação preguiçosa de quem acha que geografia é figurino. Ela é uma modelo brasileira, nascida no Amazonas, com trajetória própria, agência, trabalho, repertório de passarela e uma carreira que vem ganhando corpo no circuito global. Ponto. Atura ou surta, bebê.

O prêmio de Modelo do Ano chega, portanto, como reconhecimento nacional de uma movimentação que já estava acontecendo em escala internacional. E isso importa porque o Brasil tem uma relação curiosa com suas modelos. O país ama celebrar quando elas conquistam o mundo, mas nem sempre acompanha o processo com a seriedade que ele merece. Muitas vezes, a modelo só vira pauta quando já foi validada por Paris, Milão ou Nova York. Antes disso, fica orbitando entre o “quem é?” e o “será que pega?”. Pois bem: pegou… E pegou bonito, bebê.

Ao comentar a conquista, Luiza foi direta na emoção. “É indescritível. Eu me sinto muito honrada por viver isso e receber esse reconhecimento”, declarou a modelo. A frase tem algo de delicado, mas também de simbólico. Porque receber reconhecimento em um prêmio brasileiro, depois de uma temporada tão expressiva fora do país, cria um tipo de círculo completo. A indústria internacional vê. O Brasil confirma. A modelo agradece. E nós, do House of Models, fazemos o que gostamos de fazer: olhamos para o fenômeno antes que ele vire lugar-comum.

“Esse prêmio é muito maior do que eu. É para todas as pessoas que têm um sonho e acreditam que é possível.” Diz Luiza Perote.

Há algo muito poderoso em ver uma modelo como Luiza Perote atravessando marcas tão distintas. De Carolina Herrera a Jean Paul Gaultier, de Fendi a Chanel, de Victoria Beckham a Givenchy, o que se percebe é uma capacidade de transitar por universos diferentes sem desaparecer dentro deles. Isso é fundamental. Uma boa modelo não é apenas cabide sofisticado, como algumas almas atrasadas ainda insistem em pensar. Uma boa modelo entende proporção, ritmo, intenção, pausa, roupa, câmera, distância, atmosfera. Ela precisa ser presença sem roubar o discurso da marca. Precisa carregar a roupa sem virar figurante da própria imagem. Parece simples, né? Não é. Se fosse, darling, todo mundo faria.

O título de Modelo do Ano também reforça uma discussão essencial para o mercado brasileiro: a importância de olhar para modelos como profissionais centrais da indústria, não como acessórios de desfile. Durante muito tempo, o Brasil exportou algumas das maiores modelos do mundo e, ainda assim, boa parte da cobertura nacional tratou essas trajetórias de forma episódica, quase ornamental. A modelo aparecia quando virava estrela. Mas o caminho até ali, o mercado, os contratos, os castings, os rankings, a construção de imagem e a permanência internacional nem sempre recebiam a leitura que mereciam.

E que delicinha, honey Lee… é exatamente nesse ponto que Luiza se torna uma pauta tão interessante para o House of Models. Porque sua ascensão permite falar de carreira, de geografia, de indústria, de agência, de temporada, de repetição e de reconhecimento. Permite sair do elogio genérico e entrar na análise de mercado. Permite dizer que o Brasil tem, sim, uma nova geração disputando espaço no tabuleiro internacional da moda. E permite lembrar que, no caso de modelos, o verdadeiro termômetro não é apenas a beleza da foto, mas a insistência do mercado em chamar de novo.

Trinta e quatro vezes, no caso dela… Trinta e quatro passarelas… Trinta e quatro chances de provar presença… Trinta e quatro entradas em cena de uma temporada em que o mundo da moda parece cada vez mais veloz, mais impaciente e mais sedento por novidade.

Por isso, baby… o prêmio no FFW Brasil Fashion Awards 2025 não deve ser lido apenas como ponto de chegada… Seria pequeno demais. O mais interessante é vê-lo como marcador de fase. Luiza Perote está saindo do campo da promessa e entrando no território da consolidação. Ainda há muito caminho pela frente, obvious. Moda é uma indústria temperamental, cheia de altos, baixos, retornos, silêncios e reviravoltas. Mas, neste momento, o dado é claro: seu nome está circulando onde precisa circular.

E quando o nome circula em Nova York, Londres, Milão e Paris, depois volta ao Brasil para receber o título de Modelo do Ano, não estamos diante de uma coincidência fashion, darling. Estamos diante de uma carreira ganhando densidade.

E sabe de uma coisa, bebê? Luiza Perote confirmou uma leitura babadeira. A de que a nova safra brasileira segue produzindo nomes capazes de atravessar fronteiras, disputar castings globais e ocupar a passarela com a força silenciosa de quem não precisa gritar para ser vista.

O prêmio é lindo, claro. Brilha, rende foto, legenda, aplauso e aquele momento “meu Deus!” que todo mundo merece viver. Mas o verdadeiro luxo aqui é outro, mon amour: Luiza Perote está construindo permanência.

E permanência, darling Lee de Xique-Xique, é quando a moda para de flertar e começa a levar a sério.

Abalou Bangu, Humaitá, Paris e adjacências… parabéns duplo nesse dia Luh!
Happy Birthday!

Foto: Divulgação

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