Cintia Dicker começa 2026 no modo “Sapucaí training arc” e o Salgueiro agradece, mon amour!

Por Fabio LageHouse of Models

Darling Lee da Tijuca e adjacências… tem um tipo de imagem que não engana. Não é foto de evento, não é pose de tapete vermelho, não é “cheguei, Brasil”. É imagem de processo. De bastidor. De suor. De repetição. E é exatamente isso que a Cintia Dicker entrega ao abrir o ano: ela, plena, poderosa, e ao mesmo tempo totalmente “aprendiz” em sala de ensaio, encarando a missão de estrear no Carnaval de 2026 como musa da escola de samba carioca Salgueiro com a seriedade de quem já entendeu uma coisa básica da vida: ninguém samba bonito na Sapucaí no modo amador, bebê.

Ao lado do badalado professor Carlinhos Salgueiro, o recado está dado sem legenda melodramática. Ela não está “experimentando Carnaval”, honey. Ela está se preparando. E se tem uma palavra que combina com o Salgueiro, além de vermelho e branco, é dedicação com cara de disciplina.

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Das passarelas globais à passarela mais implacável do planeta

A gente chama de “passarela” tanto a de moda quanto a do samba, mas a verdade é que são dois universos com códigos bem diferentes. Na moda, você pode até enganar com atitude por alguns segundos. No samba, meu bem, a bateria te desmascara em três passos. A Sapucaí é uma prova oral com o corpo inteiro. Não existe “fiz carão e fui”.

E talvez seja por isso que a entrada de Cintia no Carnaval, nesse posto de musa, tenha um sabor especial. Não é sobre “modelo querendo aparecer”. Cintia é modelo há décadas, ela não precisa do Carnaval pra validar nada. O que existe aqui é outra coisa, baby… bem mais interessante: uma atriz e top model internacional se colocando, de verdade, numa zona de desconforto, aceitando o risco de aprender do zero e se deixar conduzir por uma cultura que não negocia com vaidade.

Nas palavras dela, a chave é superação. Um desafio real, uma coisa nova, uma quebra de zona de conforto, e ainda por cima um prazer, porque ela ama o Carnaval.

Ser musa em 2026 não é só pluma e close: é símbolo e estratégia

Vamos falar sem romantizar: o posto de musa é um lugar de imagem… e imagem, no Brasil, é moeda. Escola de samba é comunidade, é território, é história, é trabalho de ano inteiro. E, sim, é também vitrine. Quando uma figura pública entra nesse ecossistema, ela vira parte de uma engrenagem que mistura cultura, turismo, mercado e identidade nacional.

O Salgueiro, que tem uma das marcas mais fortes do Carnaval carioca, sabe que musa não pode ser “apenas famosa”. Musa precisa sustentar presença, aguentar a cobrança, respeitar o chão da escola e entender que ali existe hierarquia, fundamento e gente que trabalha em silêncio há muito tempo. O bonito do movimento da Cintia é justamente ela não aparecer com a arrogância do “sou celebridade”. Ela aparece com postura de quem diz: “me ensina, que eu vou fazer direito.” Aí sim. Aí o babado fica sério e a comunidade ama!

Campo Bom, mundo, e agora Sapucaí: a trajetória que não cabe em rótulo

Cintia Dicker começou a carreira aos 15 anos e construiu uma trajetória que muita gente tenta resumir em duas palavras, mas não dá. Ela vem de Campo Bom, no Rio Grande do Sul, e isso importa porque traz uma camada de narrativa muito brasileira: sair de uma cidade pequena e virar nome global sem perder a sensação de “pé no chão”… mesmo quando o salto é alto.

No currículo, ela atravessou um mapa inteiro de moda internacional desfilando para grifes como Gucci, Lanvin, Jean Paul Gaultier, Moschino, Diane von Furstenberg, Anna Sui, Sonia Rykiel, Oscar de la Renta, Dsquared2, Jason Wu, Badgley Mischka e outras tantas que formam esse grande “olimpíadas do backstage”. E, no Models.com, apareceu no ranking das modelos mais sexy do mundo; um tipo de carimbo que o mercado usa quando quer transformar presença em categoria.

Ela também estrelou campanhas para marcas gigantes como Victoria’s Secret, L’Oréal Paris, Tom Ford Eyewear e Dsquared2. E, mais recentemente, virou assunto ao aparecer em campanha internacional ao lado da família Kardashian como garota-propaganda da collab Skims & Roberto Cavalli. Ou seja: ela circula bem tanto no universo “moda pura” quanto no ecossistema pop da atenção global.

Agora pensa: uma mulher com esse repertório de imagem… editorial, campanha, desfile, pop culture; decidindo colocar essa mesma disciplina numa linguagem completamente diferente, que é a do samba. Isso não é só “novo capítulo”, mon amour de Xique-Xique… Isso é expansão de persona pública com inteligência babadeira.

E tem TV, tem personagem, tem carisma: o rosto que o Brasil reconhece

Cintia também transitou pela dramaturgia, com participações em telenovelas como Meu Pedacinho de Chão, Pega-Pega e Totalmente Demais, além da série Correio Feminino, exibida na Globo dentro do Fantástico. O que isso revela? Que ela não é só “modelo de foto”. Ela tem câmera, tem timing, tem narrativa, tem esse tipo de carisma que funciona além do still.

E quando você joga isso na Sapucaí, o resultado pode ser bem potente: Carnaval também é televisão, é lente, é enquadramento, é uma coreografia coletiva que vira espetáculo para o mundo. E Nesse caso, a musa não é só um simples corpo. É um símbolo ambulante de energia, cultura e comunicação.

Maternidade, Rio de Janeiro e o “corpo real” que sustenta o espetáculo

Hoje morando no Rio, Cintia concilia carreira com maternidade, paixão pela natureza e iniciativas ligadas à saúde e bem-estar. Mãe da pequena Aurora, hoje com 3 anos, e esposa do surfista e ex BBB Pedro Scooby, ela entra no Carnaval não como uma personagem desconectada da vida real, mas como alguém que vive rotina, agenda, cansaço e compromisso… e que, mesmo assim, encara três aulas por semana com o Carlinhos Salgueiro para “dar o melhor”, com a dedicação que a escola merece.

Essa parte é importante porque derruba a fantasia da musa como “enfeite disponível”. Não é enfeite. É trabalho. E o Carnaval, quando é feito com respeito, é justamente isso: um ritual do esforço coletivo.

Nas palavras dela, o Carnaval é “o maior show na Terra”, e a dedicação anual da escola representa amor, doação e disciplina. E tem um detalhe afetivo que amarra tudo com laço: quando criança, em Campo Bom, ela assistia ao Salgueiro na TV com a família reunida. Ou seja: a imagem que ela via de longe agora vira chão onde ela pisa. Isso é cinema puro. Isso é Brasil. Isso é narrativa com começo, meio e um fim que ainda vai acontecer ao vivo, na avenida.

O que essa estreia diz sobre o Brasil que mistura moda, celebridade e cultura popular?

Diz muita coisa, querides… Diz que o Brasil não é um país que separa “alta cultura” de “cultura popular” de forma tão careta quanto certos salões internacionais gostariam. Aqui, moda e Carnaval não são mundos opostos: são linguagens irmãs, ambas feitas de imagem, desejo, trabalho artesanal, corpo, ritmo, espetáculo e pertencimento.

E convenhamos mon petit; quando uma top model do calibre da Cintia escolhe estrear como musa do Salgueiro, ela está afirmando uma coisa silenciosa e poderosa: o Carnaval não é “menos” do que a moda. É outro tipo de passarela, com outro tipo de verdade. E a Sapucaí cobra essa verdade como ninguém.

Agora é ver esse treinamento virar explosão de avenida. Porque, do jeito que ela está encarando, não vai ser “participação especial”. Vai ser presença… Globeleza que se cuide, baby!
Atura ou surta, bebê!

Crédito: Thiago Bunduky (@bunduky).

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