VENUZ LEE: O COMETA DA FAVELA QUE DESCEU NAS PASSARELAS DE VALENTINO, LOEWE E MONCLER!

Baiana, não-binária e da quebrada – com orgulho e sem tempo pra caretice.

Por Fabio Lage House of Models

Se você ainda não ouviu o nome Venuz Lee, mon amour de Maraú… tá na Disney? Porque no planeta Moda Real, ela já é entidade em ascensão meteórica. Diretamente de Salvador para o pódio das grandes maisons, a modelo baiana de 22 anos é a nova obsessão da moda global – e o motivo é simples: ela não passa, ela acontece.

De visual cortante, olhar sereno e presença hipnotizante, Venuz já deixou sua marca em passarelas e campanhas que muitos veteranos ainda sonham em pisar. E não estamos falando de qualquer esquina fashion: Loewe, Valentino, Vivienne Westwood, Moncler e JW Anderson são só algumas das grifes que já se renderam à sua aura magnética. Na estreia internacional, foi logo convocada para fechar o desfile de JW Anderson, meu bem. Um sinal do universo fashion de que uma nova era chegou – e chegou da favela, com recado direto: “não subestime quem nunca teve privilégio.”

Da quebrada ao globo: é sobre talento, raça e identidade

Nascida e criada na Bahia, Venuz não romantiza a origem – ela afirma com orgulho: “sou da favela, e é de lá que carrego minha força.” É sobre ancestralidade, é sobre mar, axé, resistência e presença. Representada no Brasil pela agência Síntese, do talentoso Bruno Vicente, Venuz iniciou sua carreira em 2020. Em poucos anos, já tinha sua imagem projetada nas vitrines do mundo inteiro.

E que imagem! A campanha mundial para Valentino, fotografada pelos deuses Luigi & Iango, é puro statement: preta, não-binária, do Brasil e do topo. É o tipo de casting que rasga padrões e ressignifica o luxo. Já na Moncler, aparece como ícone do cool contemporâneo, de gorro preto e olhar fatal, desafiando o clima glacial com fogo baiano nos olhos. Na Loewe, é poesia em forma de passarela, ora experimental, ora minimal, mas sempre impactante.

Voz ativa além das lentes: “sou não-binária, pode usar qualquer pronome”

No mundo onde o gênero ainda é caixa rígida, Venuz vem com a marreta: “sou não-binária, pode usar qualquer pronome.” E quem achou que a beleza fosse o único talento da gata, se enganou rude. Venuz também canta! E canta com propósito. No trap, no hip hop, a voz que ecoa fala da periferia, das minorias, das vivências à margem, dos corpos pretos transgressivos que insistem em existir com estilo e resistência.

É performance, é protesto, é poesia. E se tem uma coisa que a moda anda precisando é exatamente isso: alma e discurso. Porque beleza sem cérebro, mon petit de Guaianases, a gente já viu demais. Mas beleza com potência política, musicalidade afiada e identidade firme? Ah, isso é babado raro, quase um eclipse de talento.

SPFW? Presença confirmada – e memorável!

No Brasil, Venuz também já é queridinha das marcas mais visionárias da São Paulo Fashion Week. Com passagens aplaudidas para Misci e Herchcovitch.Alexandre, ela desfila como quem recita um manifesto. Cada pisada no catwalk é um tapa nas normas. Cada olhar é uma página da nova moda brasileira, que ousa olhar para além dos Jardins e do Leblon.

O que esperar de Venuz?

Tudo. Porque o futuro da moda não é branco, nem binário, nem raso. O futuro da moda tem dread, tem traço afro, tem batida de trap, tem axé e tem a energia bruta e lapidada de talentos como Venuz Lee. Ela não é só uma promessa querides – é um lembrete gritante de que moda com M maiúsculo é feita de verdade, de corpo e de contexto.
Então, querides, atura ou surta: Venuz chegou e é pra ficar.
E se alguém perguntar quem ela é, pode responder com categoria:
“É a Venuz, darling. Com Z no fim e zero limites no começo.”

Com carinho, irreverência e zero paciência pra caretice,
House of Models – onde o futuro da moda já está desfilando.

Foto: Divulgação – Agência Síntese